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Trocando wallpapers automaticamente no Gnome.
Se para a matemática e outras ciências da mesma época sete anos não significam nada, para a computação essa não é uma verdade. Era início de 2002 quando resolvi criar para meu ambiente Gnome um script para trocar, automaticamente, os papéis de parede de meu desktop. O script, desenvolvido em Perl, foi publicado na Dicas-L e esteve presente em meus desktops por muito tempo. Depois, por absoluta falta de tempo, acabei deixando-o de lado. Hoje, é possível encontrar soluções bem mais interessantes para desempenhar o mesmo papel como o Drapes, razão pela qual lembrei de meu velho e bom script em Perl.
A dica a respeito do Drapes foi encontrada acidentalmente em uma rápida navegação pelo site da Linux Journal. Publicada pelo próprio editor da revista, Shawn Powers, a dica é apresentada por meio de um vídeo que por ser bastante didático pode ser bem aproveitado até por aqueles que não tem muita intimidade com a língua inglesa. Para ajudar na divulgação, reproduzo por aqui um resumo do que é necessário para a utilização do Drapes em seu ambiente.
Problemas com ACPI no Red Hat Enterprise Linux 5.1.
É sempre bom compartilhar problemas… e soluções, é claro! Recentemente, precisei instalar um RHEL 5.1 (Red Hat Enterprise Linux) em algumas estações de trabalho HP Compaq. Logo após o boot com o DVD-ROM de instalação, a seguinte mensagem era apresentada e o sistema ficava "travado":
ACPI: Interpreter enabled
ACPI: (supports S0 S3)
ACPI: Using IOAPIC for interrupt routing
ACPI: PCI Root Bridge [PCI0] (0000:00)
Lembrei de um antigo problema que as versões mais antigas do Red Hat apresentavam para lidar corretamente com o ACPI. Então, tentei iniciar o processo de instalação da seguinte maneira:
boot: linux noapic nolapic
Sem sucesso. O sistema interrompia seu funcionamento com as mesmas mensagens. Depois de algumas outras tentativas igualmente ineficazes, encontrei a solução. Iniciei o processo de instalação com as seguintes opções e tudo funcionou perfeitamente:
boot: linux pci=nomsi,nommconf
Se, de alguma maneira, essa dica puder ajudá-lo algum dia, missão cumprida!
Problemas com o cedilha no Ubuntu 9.04.
Recentemente, instalei o Ubuntu 9.04 em meu notebook. A qualidade dessa distro, como de costume, vem aumentando. O instalador tem ficado cada vez mais intuitivo e o ambiente bastante confortável para o usuário final. Entretanto, tenho por "mania" sempre instalar meus sistemas pessoais, primeiramente, em inglês. Como o teclado de meu notebook é no formato americado, como de costume, no momento da instalação escolho o layout US International, que viabiliza o processo de acentuação, necessário na língua portuguesa. Entretanto, pra minha surpresa, ao utilizar o sistema, a combinação das teclas ‘ + c gerava um "c com acento agudo" ao invés da por mim esperada cedilha.
Problema com screen lock no Ubuntu-eee 8.04.1.
Depois de instalar o Ubuntu 8.04.1 em meu Asus EeePC, não demorou muito para encontrar um problema: após o lock screen travar a tela do ambiente gráfico depois de passar alguns minutos longe do computador, não era possível autenticar meu usuário novamente e retormar o uso normal do sistema. A mensagem de falha na autenticação era apresentada como se a senha que estava sendo inserida estivesse errada.
A explicação para esse problema está no fato de que utilitário unix_chkpasswd, capaz de verificar a senha do usuário atualmente logado no sistema, vem com as permissões e o grupo incorretos. Caso você esteja passando pelo mesmo problema, basta verificar as permissões e o grupo atual do arquivo em seu sistema. Para tanto, abra um terminal de comandos e execute um "ls -l":
root@aragorn:~# ls -l /sbin/unix_chkpwd
-rwxr-xr-x 1 root root 19584 2008-08-22 17:03 /sbin/unix_chkpwd
Note que o grupo do arquivo é "root" ao invés de "shadow" e, dentre os modos de permissão, não existe o SGID habilitado, indicado por meio de uma letra "s" ao invës do "x" que indica a permissão de execução para o grupo. Se você detectou o mesmo resultado em seu sistema, a correção pode ser feita por meio de dois comandos executados com privilégios de root.
ubuntu-eee instalado (mesmo com a Lei de Murphy)!
Sem sombra de dúvida, uma das grandes atrações do EeePC para os linuxers de plantão, além do fato de ele vir, originalmente, com Linux (Xandros), é a possibilidade de "tunar" o pequeno equipamento, trocando o sistema original por sua distribuição preferida. Diante disso, tão logo o mini-notebook apareceu no mercado, já começaram a aparecer páginas na Internet mostrando os truques e os casos de sucesso para instalação das mais variadas distribuições Linux. Resolvi, então, tentar instalar o Ubuntu-eee, uma customização do Ubuntu, específica para o EeePC. A foto é um screenshot da área de trabalho de meu EeePC, mas nada foi alcançado sem sacrifício e algumas (imprevisíveis) surpresas.Tudo isso porque a Lei de Murphy, fantasma sempre presente em meio aos profissionais de computação, resolveu dar o ar de sua graça.
A documentação encontrada na Internet é bastante rica e bem detalhada, mais do que suficiente para proceder com a instalação (No final seguem alguns links para quem quiser obter mais informações técnicas). Um dos primeiros passos consiste, simplesmente, em transferir a imagem do Ubuntu-eee para um pen drive, uma vez que o EeePC não possui unidade de CD/DVD. Feito com sucesso, a próxima etapa é iniciar o pequeno computador pela imagem de instalação transferida ao pen drive. Após ver o processo de boot completo, deve-se prosseguir com a instalação normal. Até aí, tudo bem. Já feliz com o sucesso inicial, resolvi desligar o computador e prosseguir com a instalação de fato, em um outro momento. E foi aí que os problemas começaram.
EeePC + Ubuntu = ubuntu-eee.
Não é novidade que o EeePC, o sub-notebook da Asus, desde o seu lançamento, caiu no gosto de muitos usuários. Presença cada vez mais constante no dia-a-dia daqueles que precisam mobilidade para lidar com emails, acesso a Internet e outras facilidades que um computador portátil pode proporcionar, o pequeno computador já foi tema de materias em muitas publicações especializadas exatamente pela combinação de mobilidade e baixo custo. Possui interfaces de rede com e sem fio, um leitor de cartões de memória, três entradas USB, uma saída de vídeo, um monitor de 7 polegadas e ainda pesa menos de um quilo. Sua capa original confunde-se com uma agenda, um livro ou algo do tipo.
Cada vez mais popular nos ambientes universitários, o EeePC é uma alternativa muito interessante para quem costuma ministrar aulas, palestras e treinamentos. Da mesma maneira, para alunos, o sub-notebook é um excelente substituto para cadernos e fichários. Para outros tipos de usuários, o "pequeno da Asus" é, da mesma maneira, bastante versátil para o dia-a-dia pelos recursos para navegar na Internet, acessar emails e comunicar-se com clientes e parceiros por meio de aplicativos de bate-papo ou VoIP. Para quem viaja constantemente de avião, por exemplo, o EeePC é portátil o suficiente para quem deseja abrir um computador a bordo entre as poltronas cada vez mais espremidas e estreitas das companhias aéreas.
Ubuntu 8.04 sem som ?!
Uma das razões pela qual o Ubuntu Linux vem conquistando cada vez mais usuários está no fato de ser uma distribuição bastante voltada ao usuário final. A instalação é simples, o ambiente desktop é intuitivo e simplificado, e o reconhecimento de hardware é automático para uma grande variedade de dispositivos.
Curioso para conferir as novidades da versão 8.04 (Hardy Heron), finalmente, consegui algum tempo para atualizar meu computador. A instalação, como sempre, foi rápida e bem simples. Entretanto, terminado o processo e reiniciado o computador com o novo sistema operacional, tive uma surpresa: meu notebook estava mudo, sem som.
O primeiro passo consistiu em consultar o modelo da placa de som:
# lspci | grep -i audio
00:1b.0 Audio device: Intel Corporation 82801H (ICH8 Family) HD Audio Controller (rev 03)
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