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PostHeaderIcon Preso pelo YouTube!

Ainda vai demorar tempo considerável para que o conhecimento a respeito da abrangência e da importância da Internet seja massificado. Não são poucos aqueles que lidam com a rede mundial de computadores como uma infra-estrutura caseira e limitada. A quantidade de informações desnecessárias, de cunho estritamente particular, por exemplo, parece aumentar a cada dia auxiliada pela facilidade proporcionada pelas ferramentas de blog, redes sociais, listas de discussão, sistemas de hospedagem gratuitos, dentre outros. Entretanto, é preciso lançar mão de razoável dose de responsabilidade, mesmo em atividades que pareçam ser meramente diversão, como postar fotos, comentários e… vídeos!

A chamada sociedade da informação, que possui na Internet a infra-estrutura tecnológica ideal para sua mecânica de disseminação de informações e conhecimento, apesar de possuir regras bastante particulares, não está completamente desconectada do mundo real. Crendo nessa "separação" entre os dois mundos, real e virtual, até mesmo cidadãos aparentemente pacatos e de boa índole, revelam-se, antecipadamente, na Internet, criminosos. E, diferentemente do que se possa imaginar, é crescente a atenção dada à faceta virtual de cada pessoa. Não, não se trata de empresas que buscam pelos "rastros digitais" dos seus colaboradores ou pretendentes a tal posição. Trata-se, sim, da polícia!

Sandor Ferenci, um jovem britânico de 28 anos, acabou sendo condenado a permanecer por 12 semanas na cadeia. Os motivos? Ferenci resolveu publicar no YouTube vídeos contendo manobras radicais com sua moto a 210 km/h em uma estrada perto de Banbury, em Oxfordshire. Derrapagens, freadas, corridas na contra-mão e outras "peripécias" foram registrados.

Difícil de acreditar, entretanto, mais inusitada que a própria situação foi a maneira particular como a polícia confirmou o ocorrido. Ao ligar pra casa do motociclista no intuito de investigar a origem do vídeo, antes que o policial pudesse dizer qualquer coisa, Ferenci disparou: "É sobre o vídeo no YouTube?". Era tudo o que a polícia queria para economizar tempo e confirmar a autoria do vídeo.

Existe alguma dúvida de que a vida digital não é desvinculada da vida real?