Archive for the ‘Tela preta’ Category

PostHeaderIcon Reduzindo o tamanho de arquivos PDF através da linha de comando.

Recentemente, precisei submeter uns arquivos no formato PDF para um site. Entretanto, o sistema tinha uma limitação com relação ao tamanho dos arquivos PDF que deveriam ser submetidos. Tentei utilizar algumas opções do editor de textos que eu havia utilizado para criar os arquivos PDF com tamanho menor, mas, infelizmente, não obtive sucesso. Ainda que essa solução funcionasse, eu deveria repeti-la, pelo menos, 15 vezes, manualmente. Foi nesse momento que resolvi encontrar uma nova solução através através do "sabre de luz" de todo administrador e usuários mais avançados do mundo Linux: a linha de comando.

A solução pode ser feita através do Ghostscript, um antigo e bem poderoso pacote de ferramentas que já vem instalado em muitas distribuições Linux. Para reduzir um arquivo PDF, usando o gs, utilizei o seguinte comando:

$ gs -sDEVICE=pdfwrite -dCompatibilityLevel=1.4 -dPDFSETTINGS=/screen \

     -dNOPAUSE -dQUIET -dBATCH \ 

     -sOutputFile=ArquivoReduzido.pdf ArquivoOriginal.pdf

Em poucos instantes, você tem o seu arquivo PDF com o tamanho significativamente menor. O mais interessante, entretanto, para evitar um trabalho repetitivo, é combinar esse comando em um pipe para, por exemplo, converter diversos arquivos PDF de uma única vez. Por exemplo, considerando que no diretório /tmp/PDFs estão todos os arquivos com extensão ".pdf" a serem reduzidos que devem ser armazenados no diretório /tmp/PDFzinhos, basta executar a seguinte linha de comando:

$ cd /tmp/PDFs ; ls *pdf |  xargs -t -i gs -sDEVICE … … … \

   -sOutputfile={}  /tmp/PDFzinhos/{}

(Substitua os "… … …" por todo o restante do comando gs mostrado anteriormente)

Pronto! Tudo devidamente reduzido de uma única vez!

Ainda é possível melhorar ainda mais o uso dessa linha de comando, incorporando-o a um script com diversos recursos legais. Entretanto, deixo isso como um exercício para vocês! :-)

Acho que é isso. Até a próxima!

PostHeaderIcon Removendo kernels antigos no Ubuntu.

Atualizar o kernel de seu Linux já foi uma tarefa complicada. Atualmente, o pacote de kernel e todas as suas dependências são atualizadas de maneira muito simples. Muitas vezes, basta que um alerta no seu ambiente gráfico apareça reportando que existem atualizações pendentes e pronto… tudo será atualizado, inclusive o kernel. 

Entretanto, uma atualização de kernel não substitui os pacotes das versões anteriores. Com o passar do tempo, seu sistema passa a ter um conjunto de versões mais antigas de kernel que já não são utilizadas e apenas consomem espaço. Recentemente, dei-me conta de que estava sem espaço no "/" de meu laptop. Ao investigar o que poderia ser descartado vi que existiam mais de 12 versões antigas de kernel. Uma simples consulta com dpkg foi suficiente para identificar isso:

# dpkg -l linux-image-*

A tarefa simples seria a de remover todos esses kernels antigos, um a um. Mas que trabalho tedioso seria fazer isso, não é mesmo? Obviamente, como um administrador de sistemas Linux, uma situação dessa logo desperta a vontade de resolver tudo isso de uma única vez, através da linha de comando e de um toque Jedi. Então, para quem está procurando algo parecido ou está passando pela mesma situação, aproveito o espaço para compartilhar a solução que representa, acima de tudo, uma excelente oportunidade para praticar o uso dos poderosos pipes presentes em todos os sistemas Unix. Os exemplos apresentados foram testados em um ambiente Ubuntu, entretanto com poucas modificações, pode ser utilizado em outras distribuições também.

O comando a seguir é suficiente para você ter uma relação que contenha apenas os nomes de todos kernels que estão instalados em seu sistema com exceção do kernel atual que está em execução no momento:

# dpkg -l linux-image-[0-9]* | grep -v $( uname -r) | awk '/^in/{print $2}'

O próximo passo é utilizar o próprio comando dpkg para remover os kernels que não estão mais em uso:

# dpkg -P $( dpkg -l linux-image-[0-9]* | grep -v $( uname -r) | awk '/^in/{print $2}' )

Quer entender o que foi feito em cada comando? Bem, uma dica é executar o primeiro comando, depois executá-lo com o primeiro pipe e o próximo comando e assim por diante.

Bem, acho que é isso. Até a próxima!

PostHeaderIcon A lição nossa de cada dia… quando o espaço não é tudo.

Seu telefone toca durante a madrugada. Um dos sistemas mais importantes para um cliente parou subitamente de funcionar. É preciso tomar uma ação imediata. Ao tentar verificar qual foi o problema, uma rápida olhada nos logs do sistema revela algo que parece comum e, aparentemente, fácil de resolver: problemas no sistema de arquivos com a messagem “no space left on device“. Pronto… logo mais você estará com o problema resolvido e dormindo novamente. Na certeza da vitória, você executa um df, mais ou menos dessa maneira:

# df -m

Uma rápida passada de olho procurando confirmar o óbvio: alguma partição está com 100% de ocupação. Diante disso, aumenta-se o tamanho da partição ou move-se alguns arquivos para outras partições… Mas, para sua surpresa e para a infelicidade de sua noite de descanso, nenhuma das partições do sistema apresenta ocupação máxima:

[root@amhsnode01-br ~]# df -m
Filesystem           1M-blocks      Used Available Use% Mounted on
/dev/sda1                 9920      3433      5975  37% /
/dev/sda2                  961        20       892   3% /tmp
/dev/sda3                 3968       320      3444   9% /var
/dev/sda4                  996        40       905   5% /boot

O nervosismo toma conta… mais telefones irão tocar em breve. Ainda em busca da verdade e sem saber no que acreditar, você monta o sistema de arquivos que provocou o problema e tenta criar um arquivo:

# touch /var/nightmare/teste

E a mensagem aparece novamente: “no space left on device“. E agora?

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PostHeaderIcon Quando a ajuda cai do “shell”…

Muitos administradores de sistemas, desenvolvedores e até usuários (mais avançadas) de GNU/Linux (e outros tipos de Unix, na verdade) costumam lidar com a famosa “tela preta” por horas todos os dias. E, como não poderia ser diferente, mudar de diretórios é uma tarefa executada dezenas ou centenas de vezes em uma simples jornada de trabalho. Com isso, errar o caminho do diretório é algo bem comum e que, além de fazer você perder tempo, pode prejudicar sua paciência!

Uma das formas de facilitar sua vida no poderoso mundo da “tela preta” é o próprio recurso do auto completion, presente em shells com o bash. Outro truque bem simples e interessante, mas deconhecido por muitos, é comando shopt. Com ele, pode-se pedir uma ajuda da shell para completar seus comandos “cd” para mudar de diretório quando há apenas um pequeno erro de digitação.

Por exemplo, suponha que ao tentar entrar no diretório /tmp, vc execute o seguinte comando:

$ cd /tmx

Obviamente que você receberá uma mensagem de que esse diretório (/tmx) não existe. Entretanto, tente executar o comando shopt dessa maneira:

$ shopt -s cdspell

Em seguinda, tente executar o comando “cd /tmx” e confira que, mesmo tendo errado o caminho, você estará dentro do diretório pretendido, ou seja, o /tmp. Se você quiser que todas os seus terminais de comandos sejam executados já com essa opção, basta inserir o comando “shopt -s cdspell” no arquivo .bashrc ou .bash_profile (conforme sua distribuição Linux ou versão de Unix).

Antes de terminar, logicamente que o título desse pequeno post é completamente baseado nas “peripécias criativas” de meu grande amigo e mestre do shell Júlio Neves. Por fim, como se pode ver, mesmo no mundo da “tela preta”, às vezes, a ajuda cai do “shell”. Até a próxima!

PostHeaderIcon Como copiar sua chave SSH mais rapidamente.

Resolver problemas remotamente utilizando SSH é um recurso presenta no dia-a-dia dos sysadmins, desenvolvedores e até usuários mais avançados de ambientes Unix/Linux. Aliás, esse é um recurso seguro e muito útil, não é mesmo? Com isso, é comum que, ao longo de suas atividades diárias, um usuário que se vale desse recurso necessite abrir sessões SSH em muitas máquinas. Obviamente que a criptografia inerente ao protolo SSH não evita a existência de um processo de autenticação. São recursos de segurança complementares. Portanto, da maneira tradicional, cada abertura de sessão SSH necessita que o usuário insira uma senha. Com o tempo, principalmente para quem costuma fazer dezenas de sessões SSH diariamente, essa pode ser uma tarefa cansativa, não é mesmo?

Para evitar isso, o protocolo SSH possui um recurso muito interessante: a autenticação por meio de chaves públicas, que evita a necessidade de prover senhas durante a abertura de sessões SSH em máquinas remotas onde a chave pública do usuário já foi previamente copiada. Normalmente, esse processo se dá através da criação de um par de chaves criptográficas por meio do comando ssh-keygen, conforme apresentado no exemplo a seguir:

jansen@scadufax $ ssh-keygen -t dsa

Nesse caso, um par de chaves (pública e privada) está sendo criado usando-se o algorimo DSA. As chaves privada e pública, recém-criadas, são gravadas, nesse caso, nos arquivos id_dsa e id_dsa.pub, respectivamente, e ficam localizadas no diretório .ssh, dentro do home do usuário. Para se valer do recurso de não precisar prover senhas é preciso, então, copiar a chave pública para o arquivo .ssh/authorized_keys nos diretórios home dos usuários remotos, usando-se, por exemplo, o seguinte comando:

jansen@scadufax $ scp ~/.ssh/id_dsa.pub jsena@smeagol:~/.ssh/authorized_keys

Nesse caso, quando o usuário jansen, a partir da máquina scadufax, tentar abrir uma sessão SSH com o usuário jsena na máquina smeagol, nenhuma senha será necessária. O processo de autenticação se dará através das chaves criptográficas. Até nenhuma novidade, certo? Entretanto, imagine que mais de um usuário deseje acessar a conta jsena na máquina smeagol. Pode até ser a mesma pessoa utilizando um par de chaves criptográficas diferentes do anterior, gerado, por exemplo, em outro computador. Nesse caso, se o mesmo procedimento anterior for utilizado, o arquivo authorized_keys, que já contém a chave pública de outro usuário, será sobrescrito, passando a invalidar o acesso cadastrado anteriormente. Para evitar esse problema, a partir do segundo usuário, seria necessário adotar outros procedimentos para a cópia da chave-pública de forma a não sobrescrever o conteúdo já existente no arquivo authorized_keys.

Para facilitar esse processo, existe um utilitário chamado ssh-copy-id que é desconhecido por uma parcela considerável dos usuários de SSH. Essa pequena ferramenta resolve esse problema da cópia de diversas chaves para um mesmo arquivo authorized_keys:

jansen@scadufax $ ssh-copy-id jsena@smeagol

Caso seja necessário copiar outras chaves para acessar a conta jsena na máquina smeagol, basta utilizar o mesmo comando. Caso um mesmo usuário tenha mais de um par de chaves (sim, isso é possível), pode-se indicar quais delas se deseja copiar para a máquina remota:

jansen@gandalf $ ssh-copy-id -i .ssh/id_rsa.pub jansen.sena@boromir

Simples, não? Bem, acho que é isso.

IMPORTANTE: Para que o mecanismo de autenticação através de chaves públicas funcione corretamente, é necessário que o servidor SSH esteja configurado para tal. Mas isso é assunto para outro momento!

PostHeaderIcon A “tela preta” e seus poderes: reduzindo a resolução de suas fotos através da linha de comando e dos “pipes”.

Foi-se o tempo em que as distribuições GNU/Linux eram limitadas aos terminais de “tela preta”. Atualmente, existem diversas alternativas de ambientes gráficos e uma vasta parafernalha de recursos para tornar seu ambiente gráfico de desktop ágil e bastante atrativo. Por outro lado, isso não significa dizer que a “tela preta” ficou para trás e não possui mais qualquer utilidade. Muito pelo contrário. Ela continua sendo uma excelente ferramenta para administradores de sistemas, analistas de segurança, desenvolvedores e usuários mais avançados.

Além de poder executar diversos comandos individuais de maneira ágil, a possibilidade de poder combinar comandos através do uso dos pipes é o que, particularmente, considero ser um dos grandes poderes “Jedi” da “tela preta”. Com esse recurso, é possível criar, facilmente, funcionalidades que não existem através de um único comando para atender às suas necessidades. É claro que, quanto maior a experiência com a “tela preta”, melhor será suas condições em usar do recurso dos pipes. E, logicamente, nada melhor do que praticar um pouco para desafiar a criatividade.

Diante disso, resolvi compartilhar por aqui um exemplo que pode ser útil para o seu dia a dia: reduzir o tamanho de suas fotos. Com câmeras digitais cada vez mais acessíveis e com a sua inclusão em diversos dispositivos como celulares e tablets, muitas pessoas costumam acumular muitos gigas armazenando suas imagens. Some-se a isso o fato das resoluções cada vez mais altas gerarem arquivos maiores. Diante disso, seja como uma forma de economizar espaço em seus meios de armazenamento (e.g. HDs externos) ou como facilitar o envio e o compartilhamento de suas fotos através da Internet, reduzir o tamanho de suas fotografias, às vezes, pode ser uma ideia interessante.

A questão é: como fazer isso de umam única vez aplicando a redução para todas as fotografias selecionadas? Bem, como você já deve ter desconfiado, a “tela preta” pode lhe ser útil nesse momento especialmente por meio do uso dos pipes. Vamos dar uma olhada?

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