Archive for the ‘Dicas e truques’ Category

PostHeaderIcon Problemas com o applet do Network Manager no Ubuntu?

Normalmente, toda as vezes que é lançada uma nova versão das distribuições GNU/Linux que costumo utilizar em meus ambientes desktop gosto de fazer uma instalação fresh. Por completa falta de tempo tive que abrir mão dessa prática e acabei atualizando o Ubuntu, uma das distribuições que utilizo em meus computadores, utilizando o próprio gerenciador de atualizações (update-manager). Estava com o Ubuntu 9.10 (Karmic Koala) e com esse processo, migrei meu ambiente durante a madrugada, para o Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx).

Tudo parece ter funcionado adequadamente a não ser pelo fato de que o applet do Network Manager, aquele ícone que permite  conectar às redes wireless, ao 3G ou às redes com fio facilmente, sumiu da minha barra superior. Após alguns minutos procurando pela solução, encontrei algo bem simples que resolveu o problema

Abra um terminal e como super-usuário, edite o arquivo /etc/NetworkManager/nm-system-settings.conf com o seu editor preferido e procure pelo seguinte parâmetro:

managed=false

Em seguida, altere-o para:

managed=true

Salve o arquivo e reinicie seu computador. Em seguida, efetue o login com o seu usuário e veja se o problema foi resolvido.

Outra alternativa interessante pode ser instalar o wicd, um gerenciador gráfico de conexões de rede que cria, da mesma maneira que o Network Manager, um ícone em sua barra de notificações. É um aplicativo bem intuitivo e fácil de utilizar. Para instalá-lo, basta utilizar o apt-get:

# apt-get install wicd

É isso. Até a próxima!

PostHeaderIcon Mantendo a privacidade no Firefox.

Essa é uma dica rápida. A grande maioria dos browsers de Internet costuma salvar muitas informações dos usuários tais como histórico de navegação, usuários, senhas, palavras utilizadas em buscas e outros arquivos temporários. Se por um lado esse recurso é útil para facilitar a navegação na Internet, por outro ele pode expor algumas informações que você gostaria de manter privadas.

Pois bem, para os usuários do Mozilla Firefox, existe um recurso bem simples que pode lhe ajudar a manter a privacidade. Ao abrir o browser basta selecionar a opção “Ferramentas –> Iniciar Navegação Privada” (ou “Tools –> Start Private Browsing“) e pronto. A partir desse momento, nenhuma das informações costumeiramente registradas pelo browser serão armazenadas. Para retornar ao modo de navegação normal, basta selecionar a opção “Ferramentas –> Navegação Privada” (ou “Tools –> Stop Private Browsing“). É possível ainda manter informações protegidas apenas para sites específicos.

Esse recurso pode ser útil também quando, por exemplo, se está utilizando um computador que não seja o seu, por exemplo, em Lan Houses. Lembre-se, entretanto, que, apesar do Firefox não armazenar suas informações, algumas delas podem estar sendo registradas pelos proxies ou ainda por outros recursos do seu provedor de acessos à Internet, por exemplo.

É preciso tomar apenas um pouco de cuidado caso você utilize as extensões (add-ons) para o Firefox. Até pouco tempo atrás, eles poderiam salvar informações mesmo quando o browser estava em modo de navegação privada. Bem, mas isso é assunto para um outro momento.

PostHeaderIcon Reconhecendo um sistema operacional com o ping!

Recentemente, li um pequeno texto no site da Dicas-L a respeito de como se pode utilizar o comando ping como uma forma de detectar um sistema operacional remoto. Aliás, sempre que posso, ensino em sala de aula esse recurso.

Resumindo um pouco do que se trata. Para que sistemas operacionais diferentes possam se comunicar normalmente em uma rede, é preciso que todos “falem” a mesma língua. No caso da Internet e na maioria das redes da atualidade, essa língua significa os protocolos que compõem a arquitetura TCP/IP cujas especificações, conhecidas como RFC (Request For Comments) são públicas e podem, portanto, ser consultadas livremente através do site http://www.ietf.org. Em outras palavras, cada fabricante deve consultar essa documentação para implementar em seu sistema operacional os protocolos da arquitetura TCP/IP, seguindo as recomendações que irão garantir a correta interoperabilidade em rede.

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PostHeaderIcon Precisa de mais swap no Solaris?

Dia disses, para atender aos requisitos de instalação de um aplicativo para um ambiente de testes, tive de aumentar o tamanho do espaço de swap de uma estação Solaris/OpenSolaris. O particionamento do computador não permitia criar ou mesmo aumentar o espaço de swap. Portanto, a saída mais rápida seria utilizar arquivos para tal finalidade. Já realizei esse procedimento inúmeras vezes, mas julguei interessante publicar essa dica por aqui. Sem uma solução como essas, você pode ser levado a acreditar que seja necessário reinstalar o sistema inteiro para aumentar a partição de swap. Esse é um truque bom para um sysadmin guardar na manga!

Os passos são bem simples: somente por organização, crie um diretório onde seja possível salvar os arquivos a serem adicionados ao espaço de swap; crie um arquivo com o tamanho desejado; adicione-o ao swap do sistema operacional:
# mkdir /swapfiles
# mkfile 1024m /swapfiles/swap1.swp
# swap -a /swapfiles/swap1.swp

Depois, para verificar a adição do arquivo de swap swap1.swp ao sistema, basta executar o seguinte comando:

# swap -l
swapfile             dev    swaplo  blocks   free
/dev/dsk/c0t0d0s1    136,9  16      4194224  4194224
/swapfiles/swap1.swp -      16      2097136  2097136
Ou ainda, para verificar o tamanho total de seu espaço de swap:

# swap -s

 total: 527464k bytes allocated + 43112k reserved = 570576k used, 4088424k available

Vale ressaltar que aumentar o tamanho do swap em um sistema que faz uso dessa memória frequentemente, não é uma boa alternativa. A utilização intensa de swap em um servido, por exemplo, é um sinal de que você precisa, urgentemente, aumentar a RAM.

PostHeaderIcon Dicas rápidas para impressão de man pages

Essa dica é simples porém útil. Diferente de sistemas como Windows, onde o help incluso no próprio sistema operacional é pouco útil, sistemas GNU/Linux possuem uma documentação muito rica a respeito de seus comandos, configurações, chamadas de sistemas, dentre outros por meio das man pages.

Mesmo para os administradores de sistemas mais experientes, as consultas às man pages são recorrentes e, portanto, para todos os que lidam com esses manuais, algumas dicas podem ser úteis.

Por exemplo, para imprimir uma man page em uma formatação adequada, diferente do texto padrão, você pode utilizar o seguinte comando:

$ man -t cut | lpr -P <nome da sua impressora>

Se, por outro lado, você deseja criar um PDF com formatação adequada de uma man page, você pode se valer do comando "man", do pipe e do comando ps2pdf:

$ man -t cut | ps2pdf – finger.pdf

Por fim, se você deseja ver o texto de uma man page formatado em HTML e já aberto em seu browser preferido, basta executar o seguinte:

$ man -H/usr/lib/firefox cut

Vale lembrar que, para esse último comando funcionar adequadamente, você precisa ter instalado em seu sistema o groff:

# apt-get install groff

Bem, era isso. Uma dica simples. Apenas para registrar.

PostHeaderIcon Trocando wallpapers automaticamente no Gnome.

Se para a matemática e outras ciências da mesma época sete anos não significam nada, para a computação essa não é uma verdade. Era início de 2002 quando resolvi criar para meu ambiente Gnome um script para trocar, automaticamente, os papéis de parede de meu desktop. O script, desenvolvido em Perl, foi publicado na Dicas-L e esteve presente em meus desktops por muito tempo. Depois, por absoluta falta de tempo, acabei deixando-o de lado. Hoje, é possível encontrar soluções bem mais interessantes para desempenhar o mesmo papel como o Drapes, razão pela qual lembrei de meu velho e bom script em Perl.

A dica a respeito do Drapes foi encontrada acidentalmente em uma rápida navegação pelo site da Linux Journal. Publicada pelo próprio editor da revista, Shawn Powers, a dica é apresentada por meio de um vídeo que por ser bastante didático pode ser bem aproveitado até por aqueles que não tem muita intimidade com a língua inglesa. Para ajudar na divulgação, reproduzo por aqui um resumo do que é necessário para a utilização do Drapes em seu ambiente.

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PostHeaderIcon O desafio: “chmod 000 /bin/chmod”. E agora? O que fazer?

Recentemente, postei em minha página no Twitter o desafio de como resolver o seguinte problema:

"chmod 000 /bin/chmod"

Com esse comando, você está utilizando o chmod, responsável por mudar as permissões de um arquivo, para retirar todas as permissões do próprio comando chmod. Feito isso, ninguém, nem o administrador de sistemas, estará apto a alterar as permissões dos arquivos do sistema utilizando o próprio comando chmod. Diante disso, o que fazer para resolver o problema?

Bem, uma das saidas, utilizando apenas recursos dos comandos do próprio sistema operacional e propriedades dos sistemas de arquivos, consiste em utilizar as permissões de um outro arquivo que tenha o modo de execução habilitado substituindo seu conteúdo pelo do próprio comando chmod. Não entendeu? Então, permita-me explicar um pouco melhor.

Em um sistema de arquivo como o EXT2/EXT3 (e agora o EXT4), por exemplo, os metadados de um arquivo ficam em um local separado do seu conteúdo. Dentre esses metadados estão informações como a data da última modificação, o dono e o grupo do arquivo, seu tamanho e as próprias permissões atribuídas a ele. Em outras palavras, ao substituir o conteúdo de um arquivo, não se altera os atributos tais como as permissões.

Retomando o cenário após a execução do comando "chmod 000 /bin/chmod", o que nos restará é o comando /bin/chmod com essas características:

root@scadufax:~# ls -l /bin/chmod
———- 1 root root 46664 2008-06-26 21:31 /bin/chmod

Como foi dito anteriormente, utilizando o chmod, não é possível, mesmo para o super-usuário, alterar permissões de outros arquivos:

root@scadufax:~# chmod 000 /bin/cp
-su: /bin/chmod: Permission denied

Para resolver o problema, é possível aproveitar as permissões de um arquivo que já tenha privilégio de execução e depois substituir o seu conteúdo pelo o do comando chmod. Para isso, basta pegar qualquer comando do diretório /bin e copiá-lo para um diretório qualquer:

root@scadufax:~# cp -p /bin/cp /tmp
root@scadufax:~# ls -l /tmp/cp
-rwxr-xr-x 1 root root 75492 2009-11-01 09:37 /tmp/cp

Observe que as permissões de execução encontram-se configuradas. Depois, deve-se substituir o conteúdo desse arquivo pelo do comando chmod que não possui quaisquer permissões e copiá-lo novamente para o diretório /bin renomeando-o para chmod novamente:

root@scadufax:~# cat /bin/chmod > /tmp/cp
root@scadufax:~# mv /tmp/cp /bin/chmod
root@scadufax:~# ls -l /bin/chmod
-rwxr-xr-x 1 root root 46664 2009-11-01 09:42 /bin/chmod

Pronto… era isso! Antes de você se perguntar o porquê de tudo isso, eu me adianto: pra NADA a não ser se divertir um pouco e conhecer algo a mais  dos sistemas GNU/Linux e de suas características!

Inicialmente, postei essa questão no Twitter e, pelo menos dois amigos postaram outras soluções. Vou pedir a ambos que postem essas soluções aqui. Se você tiver outras alternativas, registre-as por aqui!

 

PostHeaderIcon Problemas com ACPI no Red Hat Enterprise Linux 5.1.

 

É sempre bom compartilhar problemas… e soluções, é claro! Recentemente, precisei instalar um RHEL 5.1 (Red Hat Enterprise Linux) em algumas estações de trabalho HP Compaq. Logo após o boot com o DVD-ROM de instalação, a seguinte mensagem era apresentada e o sistema ficava "travado":

ACPI: Interpreter enabled
ACPI: (supports S0 S3)
ACPI: Using IOAPIC for interrupt routing
ACPI: PCI Root Bridge [PCI0] (0000:00)

Lembrei de um antigo problema que as versões mais antigas do Red Hat apresentavam para lidar corretamente com o ACPI. Então, tentei iniciar o processo de instalação da seguinte maneira:

boot: linux noapic nolapic

Sem sucesso. O sistema interrompia seu funcionamento com as mesmas mensagens. Depois de algumas outras tentativas igualmente ineficazes, encontrei a solução. Iniciei o processo de instalação com as seguintes opções e tudo funcionou perfeitamente:

boot: linux pci=nomsi,nommconf

Se, de alguma maneira, essa dica puder ajudá-lo algum dia, missão cumprida!

PostHeaderIcon Script para corrigir problema de cedilha no Ubuntu 9.04.

Recentemente, postei por aqui uma maneira de resolver o problema do cedilha no Ubuntu 9.04 quando o idioma do sistema é instalado em inglês. Para facilitar a correção do problema e evitar a necessidade de edição manual de arquivos de configuração do sistema, fiz um rápido script para efetuar as correções necessárias.

Depois de baixar o script, basta executá-lo com privilégios de root em um terminal de comandos:

$ sudo <caminho onde o script foi salvo>/u904fixkbd4me.sh

Você pode obter o scritp AQUI.

Testei o script em algumas de minhas instalações e tudo parece ter funcionado bem.

 

PostHeaderIcon Aproveitando melhor o seu histório de comandos de uma shell bash.

Nos últimos dias, navegando pela Internet, deparei-me com uma pequena mas interessante dica publicada no site da Linux Journal, sobre um pequeno e útil recurso para otimizar a utilização do histórico de comandos da shell bash, mais popular em distribuições GNU/Linux. Aproveitando a oportunidade, apenas comento, com minhas próprias palavras e em bom português o conteúdo dessa dica, acrescentando algumas outras informações.

Uma shell bash possui muitos recursos interessantes apesar de que muitos administradores não costumam utilizar nada além  do básico. Dentre esses recursos, um dos que podem ajudar bastante na produtividade e no dia-a-dia é o histórico que permite com que se consulte, recupere, corrija e execute novamente comandos utilizados em momentos anteriores. Esse recurso, entretanto, vai muito além de simplesmente utilizar as setas pra cima e pra baixo do teclado para rastreá-lo.

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