Archive for the ‘Dicas e truques’ Category

PostHeaderIcon Relembrando os clássicos do Atari dos anos 80 no Ubuntu.

River Raid executando no emulador de Atari 2600 Stella

É assustadora a quantidade de botões, combinações, truques e interatividade dos novos consoles de video games. Mais espantosas ainda são a qualidade e a realidade dos gráficos e dos sons de cada jogo o que faz com que os novos “brinquedos” atraiam a atenção de muitos marmanjos. Entretando, nem sempre foi assim. Existia uma remota época em que os video games tinham muito menos recursos e o gráfico precisava ser “completado” com uma boa dose de boa vontade e de imaginação das crianças e dos jovens. Ao invés de incontáveis botões, apenas um controle para direcionar e um botão para apertar eram suficientes. Essa era a realidade dos jogos nos anos 80.

Apesar de bem ultrapassados para os dias de hoje, esses jogos eletrônicos fizeram parte da vida de muitas crianças daquela época. Se você ficou horas em frente ao aparelho de televisão jogando clássicos como River Raid, Pitfall, Enduro, Missile Command, H.E.R.O e muitos outros, você deve ter boas memórias do video game mais clássico daqueles tempos: o Atari 2600.

Se você é dessa época e quer reviver esses momentos em seu Ubuntu é bem simples e demora apenas alguns poucos minutos para tudo estar instalado e funcionando.

O primeiro passo é instalar o Stella, um emulador do Atari 2600 já presente nos repositórios do Ubuntu. Para isso, abra o terminal de comandos e, utilizando o apt-get, instale-o em seu sistema:

$ sudo apt-get -y install stella

Uma vez que o Stella está instalado, o próximo passo é baixar as ROMS dos jogos. Isso pode ser feito baixando o arquivo Roms.zip do site AtariMania. Concluído o download, descompacte o arquivo em uma pasta de sua preferência. Em seguida, execute o Stella por meio do ambiente gráfico (Applicações > Jogos > Stella) ou ainda a partir de um terminal de comandos utilizando o seguinte comando:

$ stella

Assim que o Stella for iniciado basta entrar no diretório onde as ROMs foram descompactas e escolher, dentre os muitos jogos,  aquele que você deseja jogar. Simples, não? Depois, é só aproveitar e recordar! Ainda que você não seja desses tempos, vale a pena conferir.

PostHeaderIcon Trocando a posição e a ordem dos botões nas janelas do Ubuntu 10.04.

O layout do Ubuntu 10.04 mudou bastante com relação às versões anteriores. Além da mudança dos tons de marrom, já tradicionais, outras coisas também sofreram alterações e o que muitos usuários devem ter percebido é que, dentre essas mudanças, está a posição dos botões de minimizar, maximizar e fechar as janelas. Normalmente, esses botões ficavam parte superior das janelas no canto direito. Agora, por padrão, esses botões mudaram de lado e passaram a ficar no lado esquerdo.

Se isso representa uma mudança desconfortável pra você, saiba que é muito simples de alterar. Aliás, é interessante descobrir que, facilmente, é possível até trocar a ordem desses botões de maneira muito simples. Vamos dar uma olhada?

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PostHeaderIcon Placa BCM4312: problema resolvido.

Já faz algum tempo que não me deparo com a situação onde o Ubuntu não reconhece uma placa wireless de um notebook já no momento da instalação. Momento bem diferente dos primórdios onde a “guerra” com os drivers iniciava-se já nos dispositivos mais básicos. A bola da vez foi uma placa wireless Broadcom que reportava a seguinte descrição através do lspci:

0e:00.0 Network controller: Broadcom Corporation BCM4312 802.11b/g (rev 01)

A placa aparecia normalmene por meio do comando iwconfig mas não conseguia conectar-se a qualquer rede wireless. Depois de procurar em alguns fóruns algumas soluções e tentar, em seguida, implementá-las sem sucesso, encontrei a forma mais fácil e simples de resolver, instalando apenas um pacote:

apt-get install bcmwl-kernel-source

Depois, bastou reiniciar o notebook e tudo estava funcionando perfeitamente. Uma dica rápida… mas espero que possa ajudar alguém que tenha o mesmo problema.

PostHeaderIcon Problemas com o applet do Network Manager no Ubuntu?

Normalmente, toda as vezes que é lançada uma nova versão das distribuições GNU/Linux que costumo utilizar em meus ambientes desktop gosto de fazer uma instalação fresh. Por completa falta de tempo tive que abrir mão dessa prática e acabei atualizando o Ubuntu, uma das distribuições que utilizo em meus computadores, utilizando o próprio gerenciador de atualizações (update-manager). Estava com o Ubuntu 9.10 (Karmic Koala) e com esse processo, migrei meu ambiente durante a madrugada, para o Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx).

Tudo parece ter funcionado adequadamente a não ser pelo fato de que o applet do Network Manager, aquele ícone que permite  conectar às redes wireless, ao 3G ou às redes com fio facilmente, sumiu da minha barra superior. Após alguns minutos procurando pela solução, encontrei algo bem simples que resolveu o problema

Abra um terminal e como super-usuário, edite o arquivo /etc/NetworkManager/nm-system-settings.conf com o seu editor preferido e procure pelo seguinte parâmetro:

managed=false

Em seguida, altere-o para:

managed=true

Salve o arquivo e reinicie seu computador. Em seguida, efetue o login com o seu usuário e veja se o problema foi resolvido.

Outra alternativa interessante pode ser instalar o wicd, um gerenciador gráfico de conexões de rede que cria, da mesma maneira que o Network Manager, um ícone em sua barra de notificações. É um aplicativo bem intuitivo e fácil de utilizar. Para instalá-lo, basta utilizar o apt-get:

# apt-get install wicd

É isso. Até a próxima!

PostHeaderIcon Mantendo a privacidade no Firefox.

Essa é uma dica rápida. A grande maioria dos browsers de Internet costuma salvar muitas informações dos usuários tais como histórico de navegação, usuários, senhas, palavras utilizadas em buscas e outros arquivos temporários. Se por um lado esse recurso é útil para facilitar a navegação na Internet, por outro ele pode expor algumas informações que você gostaria de manter privadas.

Pois bem, para os usuários do Mozilla Firefox, existe um recurso bem simples que pode lhe ajudar a manter a privacidade. Ao abrir o browser basta selecionar a opção “Ferramentas –> Iniciar Navegação Privada” (ou “Tools –> Start Private Browsing“) e pronto. A partir desse momento, nenhuma das informações costumeiramente registradas pelo browser serão armazenadas. Para retornar ao modo de navegação normal, basta selecionar a opção “Ferramentas –> Navegação Privada” (ou “Tools –> Stop Private Browsing“). É possível ainda manter informações protegidas apenas para sites específicos.

Esse recurso pode ser útil também quando, por exemplo, se está utilizando um computador que não seja o seu, por exemplo, em Lan Houses. Lembre-se, entretanto, que, apesar do Firefox não armazenar suas informações, algumas delas podem estar sendo registradas pelos proxies ou ainda por outros recursos do seu provedor de acessos à Internet, por exemplo.

É preciso tomar apenas um pouco de cuidado caso você utilize as extensões (add-ons) para o Firefox. Até pouco tempo atrás, eles poderiam salvar informações mesmo quando o browser estava em modo de navegação privada. Bem, mas isso é assunto para um outro momento.

PostHeaderIcon Reconhecendo um sistema operacional com o ping!

Recentemente, li um pequeno texto no site da Dicas-L a respeito de como se pode utilizar o comando ping como uma forma de detectar um sistema operacional remoto. Aliás, sempre que posso, ensino em sala de aula esse recurso.

Resumindo um pouco do que se trata. Para que sistemas operacionais diferentes possam se comunicar normalmente em uma rede, é preciso que todos “falem” a mesma língua. No caso da Internet e na maioria das redes da atualidade, essa língua significa os protocolos que compõem a arquitetura TCP/IP cujas especificações, conhecidas como RFC (Request For Comments) são públicas e podem, portanto, ser consultadas livremente através do site http://www.ietf.org. Em outras palavras, cada fabricante deve consultar essa documentação para implementar em seu sistema operacional os protocolos da arquitetura TCP/IP, seguindo as recomendações que irão garantir a correta interoperabilidade em rede.

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PostHeaderIcon Precisa de mais swap no Solaris?

Dia disses, para atender aos requisitos de instalação de um aplicativo para um ambiente de testes, tive de aumentar o tamanho do espaço de swap de uma estação Solaris/OpenSolaris. O particionamento do computador não permitia criar ou mesmo aumentar o espaço de swap. Portanto, a saída mais rápida seria utilizar arquivos para tal finalidade. Já realizei esse procedimento inúmeras vezes, mas julguei interessante publicar essa dica por aqui. Sem uma solução como essas, você pode ser levado a acreditar que seja necessário reinstalar o sistema inteiro para aumentar a partição de swap. Esse é um truque bom para um sysadmin guardar na manga!

Os passos são bem simples: somente por organização, crie um diretório onde seja possível salvar os arquivos a serem adicionados ao espaço de swap; crie um arquivo com o tamanho desejado; adicione-o ao swap do sistema operacional:
# mkdir /swapfiles
# mkfile 1024m /swapfiles/swap1.swp
# swap -a /swapfiles/swap1.swp

Depois, para verificar a adição do arquivo de swap swap1.swp ao sistema, basta executar o seguinte comando:

# swap -l
swapfile             dev    swaplo  blocks   free
/dev/dsk/c0t0d0s1    136,9  16      4194224  4194224
/swapfiles/swap1.swp -      16      2097136  2097136
Ou ainda, para verificar o tamanho total de seu espaço de swap:

# swap -s

 total: 527464k bytes allocated + 43112k reserved = 570576k used, 4088424k available

Vale ressaltar que aumentar o tamanho do swap em um sistema que faz uso dessa memória frequentemente, não é uma boa alternativa. A utilização intensa de swap em um servido, por exemplo, é um sinal de que você precisa, urgentemente, aumentar a RAM.

PostHeaderIcon Dicas rápidas para impressão de man pages

Essa dica é simples porém útil. Diferente de sistemas como Windows, onde o help incluso no próprio sistema operacional é pouco útil, sistemas GNU/Linux possuem uma documentação muito rica a respeito de seus comandos, configurações, chamadas de sistemas, dentre outros por meio das man pages.

Mesmo para os administradores de sistemas mais experientes, as consultas às man pages são recorrentes e, portanto, para todos os que lidam com esses manuais, algumas dicas podem ser úteis.

Por exemplo, para imprimir uma man page em uma formatação adequada, diferente do texto padrão, você pode utilizar o seguinte comando:

$ man -t cut | lpr -P <nome da sua impressora>

Se, por outro lado, você deseja criar um PDF com formatação adequada de uma man page, você pode se valer do comando "man", do pipe e do comando ps2pdf:

$ man -t cut | ps2pdf – finger.pdf

Por fim, se você deseja ver o texto de uma man page formatado em HTML e já aberto em seu browser preferido, basta executar o seguinte:

$ man -H/usr/lib/firefox cut

Vale lembrar que, para esse último comando funcionar adequadamente, você precisa ter instalado em seu sistema o groff:

# apt-get install groff

Bem, era isso. Uma dica simples. Apenas para registrar.

PostHeaderIcon Trocando wallpapers automaticamente no Gnome.

Se para a matemática e outras ciências da mesma época sete anos não significam nada, para a computação essa não é uma verdade. Era início de 2002 quando resolvi criar para meu ambiente Gnome um script para trocar, automaticamente, os papéis de parede de meu desktop. O script, desenvolvido em Perl, foi publicado na Dicas-L e esteve presente em meus desktops por muito tempo. Depois, por absoluta falta de tempo, acabei deixando-o de lado. Hoje, é possível encontrar soluções bem mais interessantes para desempenhar o mesmo papel como o Drapes, razão pela qual lembrei de meu velho e bom script em Perl.

A dica a respeito do Drapes foi encontrada acidentalmente em uma rápida navegação pelo site da Linux Journal. Publicada pelo próprio editor da revista, Shawn Powers, a dica é apresentada por meio de um vídeo que por ser bastante didático pode ser bem aproveitado até por aqueles que não tem muita intimidade com a língua inglesa. Para ajudar na divulgação, reproduzo por aqui um resumo do que é necessário para a utilização do Drapes em seu ambiente.

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PostHeaderIcon O desafio: “chmod 000 /bin/chmod”. E agora? O que fazer?

Recentemente, postei em minha página no Twitter o desafio de como resolver o seguinte problema:

"chmod 000 /bin/chmod"

Com esse comando, você está utilizando o chmod, responsável por mudar as permissões de um arquivo, para retirar todas as permissões do próprio comando chmod. Feito isso, ninguém, nem o administrador de sistemas, estará apto a alterar as permissões dos arquivos do sistema utilizando o próprio comando chmod. Diante disso, o que fazer para resolver o problema?

Bem, uma das saidas, utilizando apenas recursos dos comandos do próprio sistema operacional e propriedades dos sistemas de arquivos, consiste em utilizar as permissões de um outro arquivo que tenha o modo de execução habilitado substituindo seu conteúdo pelo do próprio comando chmod. Não entendeu? Então, permita-me explicar um pouco melhor.

Em um sistema de arquivo como o EXT2/EXT3 (e agora o EXT4), por exemplo, os metadados de um arquivo ficam em um local separado do seu conteúdo. Dentre esses metadados estão informações como a data da última modificação, o dono e o grupo do arquivo, seu tamanho e as próprias permissões atribuídas a ele. Em outras palavras, ao substituir o conteúdo de um arquivo, não se altera os atributos tais como as permissões.

Retomando o cenário após a execução do comando "chmod 000 /bin/chmod", o que nos restará é o comando /bin/chmod com essas características:

root@scadufax:~# ls -l /bin/chmod
———- 1 root root 46664 2008-06-26 21:31 /bin/chmod

Como foi dito anteriormente, utilizando o chmod, não é possível, mesmo para o super-usuário, alterar permissões de outros arquivos:

root@scadufax:~# chmod 000 /bin/cp
-su: /bin/chmod: Permission denied

Para resolver o problema, é possível aproveitar as permissões de um arquivo que já tenha privilégio de execução e depois substituir o seu conteúdo pelo o do comando chmod. Para isso, basta pegar qualquer comando do diretório /bin e copiá-lo para um diretório qualquer:

root@scadufax:~# cp -p /bin/cp /tmp
root@scadufax:~# ls -l /tmp/cp
-rwxr-xr-x 1 root root 75492 2009-11-01 09:37 /tmp/cp

Observe que as permissões de execução encontram-se configuradas. Depois, deve-se substituir o conteúdo desse arquivo pelo do comando chmod que não possui quaisquer permissões e copiá-lo novamente para o diretório /bin renomeando-o para chmod novamente:

root@scadufax:~# cat /bin/chmod > /tmp/cp
root@scadufax:~# mv /tmp/cp /bin/chmod
root@scadufax:~# ls -l /bin/chmod
-rwxr-xr-x 1 root root 46664 2009-11-01 09:42 /bin/chmod

Pronto… era isso! Antes de você se perguntar o porquê de tudo isso, eu me adianto: pra NADA a não ser se divertir um pouco e conhecer algo a mais  dos sistemas GNU/Linux e de suas características!

Inicialmente, postei essa questão no Twitter e, pelo menos dois amigos postaram outras soluções. Vou pedir a ambos que postem essas soluções aqui. Se você tiver outras alternativas, registre-as por aqui!