Archive for janeiro, 2010

PostHeaderIcon Tá precisando uma boa dose de FreeBSD?

Estou com uma fila razoável de livros para publicar resenhas. Aproveitando o início de ano, vou tentar diminuir essas dívidas. Pra iniciar, estou publicando por aqui a resenha de um livro de FreeBSD nacional que está com a estrutura interna bem organizada e o conteúdo bastante conciso. Vale a pena conferir!

Você pode encontrar o texto a partir da seção de Resenhas ou acessando o texto diretamente através desse link.

PostHeaderIcon Por que não o FreeBSD?

Muito fala-se do sistema operacional GNU/Linux. De fato, o produto formado pela junção do kernel desenvolvido por Linus Torvalds e as ferramentas criadas pelo projeto GNU, comandado por Richard Stallman, estabeleceu-se como um dos maiores fenômenos da computação nos últimos anos. Em pouco tempo, o sistema que dispontava apenas como uma promessa restrita aos meios acadêmicos, passou a estar presente em soluções dos mais variados segmentos sustentado por uma comunidade crescente e aguerrida de desenvolvedores de software livre.

Vale ressaltar, entretanto, que não foi apenas o GNU/Linux que surgiu àquela época como solução de sistema operacional com código-fonte disponível. Baseado no BSD (Berkeley Software Distribution), Unix desenvolvido pela Universidade de Berkeley e cuja implementação sempre foi referência para muitos outros sistemas operacionais da mesma família, o FreeBSD surgiu poucos anos após o nascimento do GNU/Linux. Também valendo-se de muitas ferramentas do projeto GNU, o FreeBSD, apesar de menos difundido e popular que o sistema do pinguim, é bastante poderoso, estável, seguro e eficiente. Certamente esses foram alguns dos motivos pelos quais o Yahoo!, o projeto Apache, a Apple, a Cisco e outras empresas adotaram esse sistema operacional em seus computadores, servidores e/ou produtos.

Interessado em conhecer melhor o FreeBSD? Então, um bom começo pode ser por meio do recém-lançado “FreeBSD – O Poder dos Servidores em suas Mãos” (ISBN 978-85-7522-162-4) de autoria de Denis Augusto A. de Souza, publicado pela Editora Novatec. O livro contém mais de 500 páginas agrupadas em 12 capítulos com um conteúdo bem estruturado e consistente a respeito da utilização desse sistema operacional em ambientes servidores. O texto, escrito nativamente em português, é uma alternativa de qualidade à outros títulos vítimas de processos grotescos de tradução.

Os primeiros capítulos tratam de assuntos mais básicos envolvendo a instalação e a customização inicial do sistema. Em seguida, são tratados com profundidade razoável temas tais como configurações de rede, compartilhamento e balanceamento de conexões, firewalls e instalação e configuração de aplicativos servidores populares tais como Apache, DHCP, LDAP e correio eletrônico. Outro capítulo trata apenas da resolução de problemas (troubleshooting) comuns. Assuntos como técnicas para alta disponibilidade para sistemas de armazenamento e redes, virtualização em diversos níveis e técnicas de pentest também são devidamente tratados. Por fim, o livro ainda conta com um pequeno mas interessante resumo das melhores práticas de TI recomendadas pelo ITIL em seu apêndice.

Além de ser uma boa referência para os administradores de sistemas interessados no FreeBSD, a forma em que foi estruturado, permite que o livro seja utilizado como um manual de referência para administradores novatos ou experientes em GNU/Linux e em outros sistemas baseados em Unix que desejam considerar o FreeBSD como uma solução para os seus servidores ou, pelo menos, parte deles. Mesmo que essa ainda não seja o seu caso, ainda assim, vale a pena considerar o título para compor sua biblioteca. Lembre-se que na vida de um administrador de sistemas Unix, ter contato com outros sistemas da mesma família é, muitas vezes, apenas uma questão de tempo. Ainda em tempo, é sempre bom ter conhecimento de diversas alternativas técnicas para lidar com os problemas do dia-a-dia. Nesse caso, nada melhor do que um sistema operacional de qualidade.

PostHeaderIcon Precisa de mais swap no Solaris?

Dia disses, para atender aos requisitos de instalação de um aplicativo para um ambiente de testes, tive de aumentar o tamanho do espaço de swap de uma estação Solaris/OpenSolaris. O particionamento do computador não permitia criar ou mesmo aumentar o espaço de swap. Portanto, a saída mais rápida seria utilizar arquivos para tal finalidade. Já realizei esse procedimento inúmeras vezes, mas julguei interessante publicar essa dica por aqui. Sem uma solução como essas, você pode ser levado a acreditar que seja necessário reinstalar o sistema inteiro para aumentar a partição de swap. Esse é um truque bom para um sysadmin guardar na manga!

Os passos são bem simples: somente por organização, crie um diretório onde seja possível salvar os arquivos a serem adicionados ao espaço de swap; crie um arquivo com o tamanho desejado; adicione-o ao swap do sistema operacional:
# mkdir /swapfiles
# mkfile 1024m /swapfiles/swap1.swp
# swap -a /swapfiles/swap1.swp

Depois, para verificar a adição do arquivo de swap swap1.swp ao sistema, basta executar o seguinte comando:

# swap -l
swapfile             dev    swaplo  blocks   free
/dev/dsk/c0t0d0s1    136,9  16      4194224  4194224
/swapfiles/swap1.swp -      16      2097136  2097136
Ou ainda, para verificar o tamanho total de seu espaço de swap:

# swap -s

 total: 527464k bytes allocated + 43112k reserved = 570576k used, 4088424k available

Vale ressaltar que aumentar o tamanho do swap em um sistema que faz uso dessa memória frequentemente, não é uma boa alternativa. A utilização intensa de swap em um servido, por exemplo, é um sinal de que você precisa, urgentemente, aumentar a RAM.

PostHeaderIcon Dicas rápidas para impressão de man pages

Essa dica é simples porém útil. Diferente de sistemas como Windows, onde o help incluso no próprio sistema operacional é pouco útil, sistemas GNU/Linux possuem uma documentação muito rica a respeito de seus comandos, configurações, chamadas de sistemas, dentre outros por meio das man pages.

Mesmo para os administradores de sistemas mais experientes, as consultas às man pages são recorrentes e, portanto, para todos os que lidam com esses manuais, algumas dicas podem ser úteis.

Por exemplo, para imprimir uma man page em uma formatação adequada, diferente do texto padrão, você pode utilizar o seguinte comando:

$ man -t cut | lpr -P <nome da sua impressora>

Se, por outro lado, você deseja criar um PDF com formatação adequada de uma man page, você pode se valer do comando "man", do pipe e do comando ps2pdf:

$ man -t cut | ps2pdf – finger.pdf

Por fim, se você deseja ver o texto de uma man page formatado em HTML e já aberto em seu browser preferido, basta executar o seguinte:

$ man -H/usr/lib/firefox cut

Vale lembrar que, para esse último comando funcionar adequadamente, você precisa ter instalado em seu sistema o groff:

# apt-get install groff

Bem, era isso. Uma dica simples. Apenas para registrar.