PostHeaderIcon Qual é a melhor distribuição GNU/Linux?

Trata-se de uma dúvida comum. Muitas vezes, o próximo passo após se convencer a respeito das potencialidades técnicas, sociais e econômicas do software livre, consiste em mapear quais são as alternativas para as soluções proprietárias correspondentes para que, em seguida, o usuário inicie seus primeiros contatos com as tecnologias livres. Nesse contexto, considerar o uso de uma distribuição GNU/Linux como alternativa para sistemas operacionais proprietários é, em parcela considerável dos casos, uma das ações iniciais. E, diante de tantas alternativas, com diversos nomes e distintas características, é que vem a questão: qual é a melhor distribuição GNU/Linux?


Muito bem, são duas considerações: uma boa e outra ruim. Comecemos pela boa. Essa é, certamente, uma das perguntas mais comuns entre os usuários de software livre, fundamentalmente, os novatos e menos experientes. Portanto, caso você já tenha gastado horas tentando descobrir qual é a melhor distribuição a utilizar, não se preocupe, porque você não está sozinho! A notícia ruim é que, se por um lado, trata-se de uma das dúvidas mais comuns e corriqueiras, por outro, é uma das questões menos respondidas e por uma razão muito simples: não existe uma resposta direta, exata e de consenso geral. E, obviamente, respostas que listam, de imediato, uma "classificação" das melhores distribuições a utilizar, estão longe de qualquer nível aceitável de imparcialidade. E, mesmo após tornar-se mais experiente, essa será uma discussão que irá estar sempre presente, as vezes até de maneira fervorosa, em suas conversas com os defensores de outras distribuições que não sejam aquelas de sua preferência.

Diga-se de passagem, existirem muitas distribuições é uma conseqüência natural da liberdade inerente ao software livre. O código-fonte está disponível para ser modificado, adaptado e (re)distribuído. E as motivações para modificar um software podem ser as mais distintas possíveis, desde alguma adaptação técnica por motivos profissionais até uma diversão ou desafio pessoal, por exemplo. Diante disso, uma resposta bem sensata para a discussão e utilizada por muitos que conseguem manter sua imparcialidade próxima do aceitável para essa questão é: "a melhor distribuição é aquela que atende melhor às suas necessidades". E para descobrir isso, não existe atitude melhor senão experimentar os vários sabores disponíveis. Com o passar do tempo, o acúmulo de experiências, somados às necessidades específicas de cada um, certamente irá fazer o usuário em busca de respostas para sua dúvida definir quais são as distribuições de sua preferência. A partir de então, serão essas as distros que o usuário irá especializar-se, acumular mais experiências e promover.

Entretanto, vai aí uma dica profissional: apesar de ser natural e saudável especializar-se em um conjunto pequeno de distribuições para permitir um aprofundamento técnico razoável, é sempre importante não se limitar e, portanto, não abrir mão de sempre explorar outras alternativas. Mesmo diante das diferenças existentes entre distribuições de origem distintas, elas são contornáveis com o acúmulo de experiência. Não é raro encontrar ambientes de TI onde distros distintas convivem em harmonia. E qual razão para ter diferentes distros em um mesmo ambiente de produção? Bem, dentre as várias possíveis razões, computadores em um ambiente computacional corporativo, por exemplo, desempenham papéis diferentes e, portanto, podem existir sabores GNU/Linux mais adequados para desempenhar determinadas tarefas do que outros.

Outra razão para estar tecnicamente preparado para lidar com ambientes onde convivem diversas distros está na utilização de produtos que, algumas vezes, possuem homologação e suporte por parte do fabricante para determinadas distribuições diferentes daquelas costumeiramente utilizadas em seu ambiente. Diante disso, em um ambiente de produção, é melhor contar com o suporte oficial do fabricante do que correr o risco de estar sozinho se aventurando pelo inesperado. Ambientes mais críticos não aceitam tais desafios.

Por fim, estar preparado para lidar com outras distribuições, diferentes daquelas de sua preferência, pode ter um motivo ainda mais simples: seu cliente pode ter um ambiente onde as distribuições utilizadas não são aquelas escolhidas por você. E, nesse caso, vale a velha máxima: o cliente sempre tem a razão.

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